sexta-feira, 29 de abril de 2016

SERES HUMANOS

Preto, branco, pardo; baixo, alto; gordo, magro; olhos pretos, azuis, verdes, castanhos; com espinhas, sem espinhas; cabelo crespo, cacheado, liso; onze dedos, dez dedos; uma mão, duas mãos; uma perna, duas pernas; um pé, dois pés; um braço, dois braços; quarenta e sete cromossomos, quarenta e seis cromossomos; chocólatra, alcoólatra, cocolatra; sem visão, com visão; velho, jovem, novo; com cadeira de rodas, andador, muleta, bengala, ou nenhum dessa tecnologias; sem visão, com visão; sem movimento, com movimento; careca, calvo, cabeludo....

SERES HUMANOS!!

Quanta diversidade, quanta variedade, quanta beleza...

E porque separar?
Porque pobres e ricos? (pobres ou ricos em que? Amizade, amor, carinho... dinheiro?); "Normais" e com deficiência? (Normais? O que é normal?); Viciados e não viciados (Desculpa... Sou viciada... Em fotografia, em coca-cola, em dança... haaa em tantas coisas... Em viver).

TODOS SOMOS RAROS E ÚNICOS!   



#raroeaquelequenaoecomum #orgulhodeserrara #contraopreconceito #maisacessibilidade



quinta-feira, 28 de abril de 2016

Tem que rir, para não chorar...

Bom dia,

Mais uma vez venho compartilhar com vocês um fato lamentável que ocorreu ontem comigo:

Precisei ir a uma certa agência bancária (CAIXA da Conselheiro Aguiar)resolver umas coisas. Fui acompanhada por duas pessoas.

Ao chegarmos na agência a vaga de estacionamento para deficientes estava interditada com uma corrente. Buzinamos uma, duas, três vezes... E ninguém apareceu...Uma das pessoas que me acompanhavam desceu do carro e entrou na agência atrás de alguém que pudesse tirar as correntes para que nós pudéssemos estacionar na vaga de deficiente (rsrsrs, sinceramente parece até piada). Enfim conseguimos estacionar.

Ao entrarmos na agência, pedimos que a segurança abrisse a porta para deficientes pois eu não conseguiria entrar sozinha pela porta giratória. Expliquei a situação e ela disse que só podia abrir a porta para cadeirantes ou quem tivesse marca-passo e mesmo assim tendo que utilizar o detector de metal. DISSE QUE É LEI FEDERAL!! (E como ficam os Raros?). Chamaram o gerente....

Enquanto isso:
*Um curioso que observava o tumulto disse:
- Eita... ela tá passando mal é?
E eu respondi: - Não, é que sou deficiente mesmo! (Porque as pessoas teimam em serem curiosas e inconvenientes?)
* Um funcionário do banco saiu pela porta de deficientes com uma cadeira de rodas, foi até um carro, ajudou um cadeirante a sentar-se na cadeira e o levou para dentro do banco.

Depois de quase 15 ou 20 min de espera o gerente chegou. E disse para um de meus acompanhantes passar comigo pela porta giratória, pois não ia abrir a de deficiente.

Para evitar confusões, lá fomos nós. Ao chegar no lado desejado, mandaram eu me sentar em uma cadeira, de escritório, com rodinhas e me empurraram até o atendimento (Eles só tinham uma cadeira de rodas que estava sendo usada pelo cara que chegou depois de mim).

Quando terminei de ser atendida, me colocaram na cadeira de rodas (que nesse momento já estava disponível) e abriram a porta de deficientes para eu sair.

Sinceramente, não sei onde esse mundo vai parar... Cadê os direitos? Não os direitos do deficiente, não! Os direitos do ser humano, o direito dos que vivem!

Enfim... Lamentável isso... Compartilho com vocês, pois quem sabe não construímos um futuro melhor?!!!

Compartilhem, Divulguem... Para que outras pessoas não passem por isso!

#raroeaquelequenaoecomum #orgulhodeserrara #maisacessibilidade #contraopreconceito    

terça-feira, 26 de abril de 2016

Sexo e Deficiência

Bom dia pessoas queridas....

Hoje venho falar com vocês, mais uma vez,  sobre um assunto muito interessante... SEXO!

E qual a diferença no sexo quando falamos de cadeirantes? Seja, um dos parceiros usuário da cadeira de rodas ou ambos. 
Na verdade, quando falamos de alguém com qualquer que seja a deficiência (seja, motora, auditiva, visual, intelectual).
Será que realmente há limitações quando falamos de sexo entre seres humanos?

Compartilho com vocês esse texto que fala sobre as ideias que muitos podem ter a respeito de sexo e deficiência. Os que se interessarem em ler a matéria completa, poderão ter acesso a mesma na Fan Page: Raro É Aquele Que Não É Comum.




#raroeaquelequenaoecomum #orgulhodeserrara #contraopreconceito #maisacessibilidade

segunda-feira, 25 de abril de 2016

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Um pouquinho da minha infância...

Bom dia, 

Hoje vou compartilhar com vocês um pouquinho sobre minha infância, na verdade, uma parte não tão boa, mais com uma conclusão de superação:

"Se eu já pensei em me matar? Sim. Motivos? Muitos. Se já tive ou teria coragem? Não, acredito fortemente que não!
Há muitos anos atrás, aliás, há alguns anos atrás, não era uma pessoa muito sociável, de muitas amizades. Sofria muitos bulling (que na época ainda nem se chamavam assim), não era dessas meninas lindas que se estereotipam por ai (usava óculos, calhas...). Apesar de esforçada, nunca fui muito inteligente...
Pensava muito como seria o futuro, como seria quando meus pais não estivessem mais nesse plano (acredito que todos já chegaram a pensar nisso pelo menos uma vez), como eu iria ate a esquina para comprar um pão? E se eu nunca conseguisse entrar na faculdade? E se eu entrasse, mas não conseguisse me formar? E se eu nunca tivesse amigos? Nunca namorasse? Quem iria gostar de mim com todas essas minhas dificuldades? Nunca casasse ou tivesse filhos?...  Muitos questionamentos que poderiam se acabar de maneiras fáceis: vários remédios, um travesseiro no rosto, um corte nos pulsos... Se já tentei? Nunca!. Hoje:
- Sou Bióloga, consegui entrar na faculdade. Não entrei de primeira, nem em uma faculdade pública, mas me formei.
- Lá na faculdade fiz amizade verdadeira, confesso que não muitas. Mas para que quantidade, quando se tem qualidade?
- Consegui estagiar, com mérito por minhas notas.
- "Arrumei" um namorado, um cara que enxerga meu interior sem se preocupar com a aparência.
- Trabalho em uma grande empresa. Entrei na mesma por seleção, com concorrentes.
- Se eu vou a esquina comprar um pão? Ainda não, infelizmente, mas apenas por falta de acessibilidade. Que eu espero que um dia seja resolvida.
- Se já me casei ou tive filhos? Não, ainda sou nova. Mas quem sabe em breve...
Se eu tivesse dado ouvidos aos pensamentos? Se nunca seguisse em frente? Se não lutasse, não estudasse? ... Se hoje penso em me matar? De forma alguma. A vida é maravilhosa. Do que seria a mesma sem os desafios para serem enfrentados? Sem as dificuldades, para serem vencidas? Sem a vida para ser vivida?" (Luana Perrusi).

#raroeaquelequenaoecomum #orgulhodeserrara #contraopreconceito #maisacessibilidade

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Ingressos à venda







Irei abrilhantar esse belo Espetáculo com uma linda coreografia elaborada por Jéssica Souza 









Confira as demais atrações página do Fecebook: Portal Dançabilita ou III Mostra Inclusiva Dançabilita

#raroeaquelequenaoecomum #orgulhodeserrara #maisacessibilidade #contraopreconceito


quarta-feira, 13 de abril de 2016

Voz aos Raros


Hoje é um dia muito importante para nós (pessoas com doenças raras).
A AMAR - Aliança de Mães e Famílias Raras estará as 9:30h na Alepe apresentando um Pleito em busca de uma política pública de atendimento para a pessoa com deficiência.
Venha você também!
Se não puder estar presente compartilhe a mensagem sobre esta Audiência Pública de extrema importância para nós.

Infelizmente não poderei estar de corpo presente, porém já vesti a camisa!! Hoje ao sair de casa escolha sua melhor blusa branca e lute conosco!! :)

#orgulhodeserrara #raroeaquelequenaoecomum


segunda-feira, 11 de abril de 2016

Criança Surpeendente...

Sábado, 09/04/2016, saí com minha irmã mais nova, minha paixão de apenas 3 anos.
Me lembrei de um ocorrido de agosto de 2015 e resolvi compartilhar com vocês. Nessa época ela ainda tinha dois anos mais já surpreendia:

Um belo dia de agosto de 2015, fomos almoçar fora. No restaurante havia um parquinho, e Rebeca (minha irmã) queria que eu fosse brincar com ela. Expliquei que não podia pois estava sem meu andador, e disse que ficaria olhando ela brincar da mesa. Então ela me disse: vamo Lulu, vamo! Eu te seguro!! E pegou na minha mão...

Sem Palavras...

Lição: temos que ensinar a essa nova geração a respeitar o próximo independentemente das diferenças... Ou, se for uma criança surpreendente, como a minha irmã rsrsrrs, cultivar isso dentro  dela. 




#raroeaquelequenaoecomum #orgulhodeserrara #contraopreconceito #maisacessibilidade

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Todos somos capazes de dançar !

Erros ao se dançar?

Ontem Jobson Sena, meu primeiro professor de dança de salão, o cara que me ensinou os primeiros passos, postou um texto muito bom em seu Facebook. Excelente para reflexão. E eu decidi compartilhar com vocês.

No dia 05/04/2016 a Escola de Dança Rafhael Biazzi compartilhou um vídeo do Grupo Nascido para Dançar: "Os 13 erros mais comuns".


"Os ERROS ao se dançar?
Bem, assisti a esse vídeo e não sei se concordo muito bem com muitas dessas características chamadas de ERROS.
Primeiro porque muitos dos ritmos dançados na Dança de Salão são de origem POPULAR, e como tal, não existe uma regra única para se dançar, cada pessoa dança do seu jeito, de acordo com o seu corpo e sua comunidade. Pra completar o ritmo do vídeo é o forró. Não podemos categorizar erros ou acertos apenas pelo que gostamos ou fazemos.
Vou pontuar algumas coisas aqui, segundo o que acredito, numerando de acordo com a sequência do vídeo.

1- DANÇAR PULANDO - Bem, o forró Pernambucano e Paraibano tem muita influencia do xaxado e do coco. Logo em qualquer lugar desses dois estados, onde tiver uma festa popular você irá encontrar pessoas dançando forró pulando. Isso é uma característica cultural. Criticar isso é assumir que não conhece a cultura ao qual ensina. Sendo em outros ritmos podemos até pensar nisso, mas não como um erro, e sim como um desvio.

2- JOELHOS DOBRADOS -  Dobrar excessivamente os joelhos pode ser um problema, mas alongar demais também trás problemas. Não entendem que esticar os joelhos é que é o certo, deveria ter um outro erro com essa possibilidade. No caso de pessoas mais altas que querem conversar com pessoas mais baixas durante a dança pode ser uma opção. Manter os joelhos levemente flexionados (alguns chamam de semi-flexionado), podem inclusive prevenir lesões, mais não vamos exagerar, nem dobrar demais nem esticar demais.

3- DANÇAR REMANDO -  Sim, aparentemente deselegante, contudo assim era a Dança do Maxixe, com os braços remando. E esse ritmo, apesar de não ser mais tão ouvido, influenciou muito a forma de dançar, tanto no forró quanto (e principalmente) no Samba de Gafieira. Além disso deixar os braços estáticos o tempo todo como muitas escolas ensinam podem trazer escolas ensinam podem trazer danos, principalmente para pessoas que tem desgastes articulares, cujo o movimento ajuda na produção do líquido sinovial, protegendo mais as regiões citadas.

6- PERNAS ABERTAS -  Isso se deve muito ao equilíbrio pessoal. Segundo a literatura, quanto maior a ase mais estabilidade se tem. Essa transferência de pernas abertas para pernas fechadas deve ser feita com orientação adequada. Além disso, além do forró dançado  em vaquejadas ser assim, lembrem que por 20 anos tivemos a influência da Lambada em nossa cultura nacional, e a dança era feita assim pelas pessoas "comum" (exceto profissionais da dança).

7-  DAMA POSSUÍDA -  kkkkkk, bem, se todos tem direito de expressar seus sentimentos, porque a dama não pode? kkk Mas por favor, quando forem dançar Á DOIS, tem que ser bom pros dois. :)

8- MÃO DE PIRES - Até hoje grandes dançarinos da velha guarda dançam dessa forma. Primeiro por que é uma honra para o mesmo segurar a mão da dama, sem aperta-la, sem machuca-la, e nas festas mais requintadas se colocava um lenço entre as mãos. Nas gafieiras do Rio ainda é muito comum vermos isso, e não entendo como considerar isso um erro. ALÉM DISSO, percebam que dessa forma a articulação do punho da dama está relaxada, sem tensões extras, o que é muito saudável. A empunhadura da dança, onde o homem  coloca  a palma da mulher para "fora" (para a lateral), é prejudicial se mantida por muito tempo (o que geralmente e o caso para alunos iniciantes).

9- DANÇAR CONTANDO  - Não é tão bacana, realmente, contudo devemos lembrar que nem todos tiveram oportunidade de passar a vida dançando ou de ter algum contato com a música. A contagem é um recurso pedagógico para que o praticante consiga vencer sua barreira rítmica e possa dança de acordo com a proposta oferecida. Aos poucos a própria pessoa se sentirá confortável em deixar de contar e curtir seu par.

12- DAMA SACO DE ARROZ - Meninas, evitem fazer isso. Mais cavalheiros, entendam que algumas damas, principalmente idosas ou com alguma limitação temporária ou permanente têm dificuldades motoras e precisam de um apoio maior para se sentirem seguras. Vamos entender o limite de cada pessoa não como um erro, mas como uma adaptação a sua história de vida. Se COM AULAS conseguir mudar isso maravilha, mas como a maioria das pessoas não faz aula, adaptemo-nos a sua história  corporal.

13- CASAL SHOW - Esse é bem polêmico, kkk. Mas enfim, quanto mais se aprende a dançar, mais se descobrem formas diferentes de se expressar durante a música. Os passos são como palavras, que nos ajudam a transmitir nosso sentimento. Não entendo porque um Casal (POIS O VÌDEO MOSTRA UM CASAL) que já dança há mais tempo tem que se limitar por conta da presença de outros que estão começando? TODO O CUIDADO com os outros presentes para não bater em ninguém, e respeitar o limite de seu parceiro, o resto é ser feliz.

Abraço a todos!!" (Jobson Sena).

#raroeaquelequenaoecomum #orgulhodeserrara #contraopreconceito #maisacessibilidade

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Dia A

Amanhã, 2 de abril, se comemora o Dia Mundial da Conscientização do Autismo.

Mais o que é o Autismo? Quais as causas? E os sintomas? Se você não sabe as respostas, dedique um minuto de seu tempo e venha aprender...

O autismo é um transtorno de desenvolvimento que geralmente aparece nos três primeiros anos de vida e compromete as habilidades de comunicação e interação social.

As causas do autismo ainda são desconhecidas, mas a pesquisa na área é cada vez mais intensa.
As crianças com autismo normalmente têm dificuldade em:
  • Brincar de faz de conta
  • Interações sociais
  • Comunicação verbal e não verbal.
Quer ir mais a fundo? Acesse:  ABRA - Associação Brasileira de Autismo: http://www.autismo.org.br/; Revista Autismo: http://www.revistaautismo.com.br/CartilhaDireitos.pdf



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